Você já ouviu falar em saúde organizacional? Trata-se de um tema fundamental para a gestão de uma empresa, que vem ganhando cada vez mais destaque no meio corporativo. Ele influencia em diversas decisões estratégicas, inclusive na escolha dos benefícios.

Assim, o assunto se relaciona não apenas à satisfação dos funcionários, mas também aos resultados e à produtividade de modo geral. Para te ajudar a compreender melhor a saúde organizacional e a estudá-la no seu negócio, decidi preparar um post introdutório sobre o tema. Não deixe de ler até o final!

O que é saúde organizacional?

A saúde organizacional está diretamente ligada às condições de trabalho e à qualidade de vida dos funcionários. Ela envolve todos os aspectos de uma empresa, já que todas as práticas, politicas, processos e a própria cultura influenciam na motivação, na saúde e no bem-estar dos profissionais.

O tema abrange, portanto, conhecimentos de várias áreas, que vão desde segurança e ergonomia, até comunicação e distribuição de tarefas. É um assunto amplo, mas ao mesmo tempo básico para o bom funcionamento de um negócio.

Qual a importância de cuidar da saúde organizacional?

Sem as condições de trabalho adequadas, uma empresa não alcança o seu máximo potencial. Mesmo com propostas inovadoras, não é possível ter os melhores resultados se os funcionários estiverem insatisfeitos, se a comunicação for falha ou se as taxas de rotatividade forem altas, por exemplo.

Um bom clima organizacional e qualidade de vida são pilares fundamentais. Eles são grandes responsáveis pela motivação, pelo engajamento, pelo foco e pela produtividade. Quando você os leva a sério, não apenas aumenta o rendimento, como ainda evita uma série de prejuízos, como custos inesperados com processos trabalhistas e excessivos processos seletivos.

É preciso pensar, ainda, que a realidade atual já apresenta diversos fatores de estresse para os profissionais, afetando sua saúde física, mental e emocional. Isso advém do mercado, das lógicas econômicas e até da sua rotina de trabalho, sendo responsabilidade da empresa prevenir essas questões e oferecer o suporte necessário. Deve-se considerar que o problema é social e não individual.

Como manter a saúde organizacional dentro da empresa?

Muitas empresas falam da importância desse assunto, mas grande parte ainda não sabe desenvolvê-lo da melhor forma. Para resultados mais eficientes, não basta estabelecer apenas algumas práticas isoladas: é preciso ter um programa de saúde organizacional.

Isso deve ser feito por cada negócio, sem deixar de lado as suas possibilidades e particularidades. Como em todo projeto estratégico, é preciso fazer um bom planejamento, definir regras e políticas de base e manter um bom acompanhamento, mensurando sua eficiência, ajustando e atualizando quando necessário.

Trata-se de um processo completo, como você pode perceber, mas que vale muito a pena para todo o percurso de uma empresa. Hoje eu separei algumas dicas simples, que complementam esse projeto. Confira!

Saiba medir a saúde organizacional

Medir a saúde organizacional é importante tanto para a criação do programa quanto para sua manutenção. Isso ajuda a identificar as prioridades, pontos de melhoria e pontos que estão indo bem. As pesquisas de clima organizacional e de satisfação são essenciais para conhecer as dores dos funcionários, suas demandas, incômodos e aprovações.

Investigue os efeitos que diferentes aspectos da empresa estão exercendo sobre os colaboradores, como a comunicação dos líderes, as políticas de RH, a organização das tarefas, os horários de trabalho, o ambiente corporativo e os planos de carreira, entre outros. Com isso, poderão ser pensadas medidas mais efetivas para o bem de todos.

Vale lembrar que existem alguns sinais de alerta, que podem indicar problemas na saúde organizacional. É o caso das altas taxas de turnover e de absenteísmo, por exemplo. Fique atento a elas e realize essas pesquisas sempre que for necessário.

Estabeleça metas viáveis

Agora que já falei sobre planejar um programa e medir a saúde organizacional, vou partir para algumas soluções para o dia a dia de seus colaboradores. Uma delas é, simplesmente, ser realista! Pode parecer óbvio, mas muitas vezes o desejo por crescimento e o ritmo acelerado do mercado leva as empresas a criarem metas inadequadas, desalinhadas de seu contexto e de suas condições.

O resultado disso é uma pressão psicológica enorme, devido às cobranças excessivas, alta sobrecarga de tarefas, exigências e expectativas maiores do que é possível lidar.

Os níveis de estresse e ansiedade são fortemente elevados, o que gera vários prejuízos para a saúde mental e pode até mesmo culminar na Síndrome de Burnout ou em outros transtornos. Tudo isso sem falar que o número de conflitos também se amplia.

Assim, a empresa acaba prejudicando suas equipes e seu rendimento, ao invés de melhorá-lo. É mais viável projetar seu crescimento de maneira realista, com metas viáveis baseadas em suas condições, recursos e no necessário para a qualidade de vida.

Cuide da saúde mental dos funcionários

Como disse anteriormente, a realidade atual já introduz diversos fatores de estresse no dia a dia de todos, sendo responsabilidade da empresa minimizá-los.

Não se trata de excluir os indivíduos que já sofrem com algum transtorno ou questão de saúde mental, até porque esse é o caso de grande parte das pessoas e todas estão sujeitas a isso. Trata-se, na verdade, de oferecer o suporte necessário e adotar medidas preventivas, evitando que o trabalho gere ou agrave esses quadros.

A distribuição adequada de tarefas, as metas viáveis e uma boa gestão do uso do tempo são alguns exemplos de como evitar altos níveis de pressão. Além disso, é preciso capacitar a liderança para uma comunicação e relação adequadas com as equipes. O respeito às diferenças, a segurança para se manifestar e a valorização das particularidades são fatores fundamentais.

Facilite a realização de psicoterapia (por meio do plano de saúde, por exemplo), crie programas de apoio psicológicos que atendam às demandas dos funcionários e combata problemas como o preconceito e o assédio. Lembre-se que a saúde mental de pessoas em home office também é importante.

Ofereça bons benefícios

Os benefícios são grandes aliados da promoção da saúde organizacional. Eles podem contribuir de diversas maneiras para a qualidade de vida e o bem-estar, atendendo às demandas e aos desejos de seus colaboradores.

Alguns exemplos de benefícios voltados para esse assunto incluem horários flexíveis, prática de atividades físicas e programas de apoio psicológico. Incentivar e facilitar boas práticas alimentares também é um ponto interessante. São várias as possibilidades, então faça escolhas baseadas nas necessidades principais, no perfil, nas preferências e no estilo de vida dos funcionários.

Essas foram algumas dicas, mas lembre-se de que a saúde organizacional também envolve ergonomia, segurança no trabalho e até mesmo os planos de carreira e de aprendizado, entre outras áreas da empresa. Com uma consciência mais ampla desse assunto, você e sua equipe chegarão a práticas que se complementam e potencializam seus resultados!

Espero que tenha gostado do post de hoje. Para mais dicas e novidades, não deixe de seguir as redes sociais da Eucard! Estamos no Facebook, no Instagram, no Linkedin e no YouTube.